diário de sombras

breve descrição de nada

Posted in fotografia, livros by maf* on 27 Outubro, 2009

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antiga avenida descendente de jardins históricos outrora sumptuosos parcialmente destruída e ladeada de estatuária branca profanada com graffittis e tapada por silveiras com amoras em perfeita esquadria com um comprido lago central vedado por um muro de pedra coberto por uma malha de minúsculas flores silvestres vermelhas em forma de lágrima onde as primeiras chuvas se acumulam sobre as ancestrais águas verdes paradas nas quais se adivinha um céu de nuvens alvas desenhadas pela soberba mancha de luz clara e temperada de um pôr-do sol de outono que se desfaz sobre o espelho de água em finos raios ondulados incapazes de serem olhados sem timidez ao longo de um breve e frágil percurso luminoso que não leva a lugar algum.

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[listening: laroux, bulletproof]

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paris

Posted in música, viagens by maf* on 14 Outubro, 2009

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  … todas as palavras serão sempre poucas…

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>> para ouvir:  charlotte gainsbourg, 5:55

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se esta rua fosse minha…

Posted in trabalhos by maf* on 2 Outubro, 2009

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hoje parti um espelho.
um desafio à sorte, que me permite passar para o outro lado. ouso olhar para mim e encontro-me na rua da abundância. da velocidade imposta, da dependência absoluta, dos saberes dispersos, das armas disparadas, da natureza desprezada, das leis duvidosas…
se esta rua fosse minha, regava todos os dias o meu jardim! usava o ar parar respirar e viajar, o mar para mergulhar e pescar, o outro para amar, o trabalho para actuar. porque somos todos iguais na efemeridade. porque prisão maior é a da ignorância e da indiferença. porque se a originalidade pode estar em vias de extinção, a criatividade não.
desisto então de desvendar o mundo, para apenas me localizar nele.
olho ao espelho e estico o dedo: estou aqui.

 

  

 

 

 

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“alice, através do espelho”

concept: rute carvalho | texto: mafalda martins

sábado, 3 de outubro, “se esta rua fosse minha”  [ver programa AQUI]

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o homem de barbas

Posted in conclusões, diário, nuvem voadora, sonhos by maf* on 22 Setembro, 2009

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desce e explica-me porquê. porque te sonho se não existes. porque espero. desce e vem sonhar comigo. inventar novas incoerências. grita-me! não me deixes dormir. ensina-me a aceitar a generosidade dos dias. anda comigo. vamos retribuir todos os fins que nos permitem começar de novo. desce e vem. curtir a oportunidade de aqui estar. corre. mostra-me como se satisfazem os acasos não que acontecem. desce e dá-me a mão. oferece-me um futuro. se não desceres, subo eu.
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o peso do beijo

Posted in exposições, fotografia, impressoimproviso, nuvem voadora by maf* on 5 Setembro, 2009

impresso

 

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o beijo é um bem-querer. entre amigos um adeus ou um olá. nos amantes, a paixão.
basium é como se diz em latim. o toque dos lábios em qualquer coisa, em alguém.
o beijo é tão antigo quanto homem. nos primitivos era para os deuses. nos gregos e romanos para toda a gente.
o beijo é química: 9 mg de água, 0,7 g de albumina, 0,18 g de substâncias orgânicas, 0,711 mg de gorduras e 0,45 mg de sais. e matemática: 29 músculos em movimento, 12 quilos de pressão, 3 sentidos em acção.
tudo é beijo. a ciência do beijo, o fobia do beijo, a doença do beijo, a academia do beijo, o dia mundial do beijo. o beijo devia mandar!
o beijo é uma arte. casablanca no cinema, romeu e julieta na literatura. 30 versões ilustradas no kamasutra.
o beijo é o sapo que vira príncipe! o beijo de língua, o beijo francês. mata o desejo, já dizia o poeta aleixo. é uma linguagem, um diálogo universal. e não se aprende, sabe-se.
o beijo pode ser um pesadelo. tem uma boca por trás. dentes podres, mau hálito e herpes. 250 vírus e bactérias, a gripe.
o beijo e-m-a-g-r-e-c-e! 12 a 15 calorias em 10 segundos. 400 em 5 minutos. é o beijo de olhos de don juan. ou o beijo de olhos fechados. o primeiro-beijo. a memória: sabe, sente e cheira para sempre.
um beijo dá-se em todas as línguas: bacci, beso, bisous kiss, kuss e Kuchizuke. e tem sotaque: beijoê no puarto, veijo em biána, bêjo no alentejo. em lisboa são treuze beijos encarnados.
a planta é o beijo-de-frade. o beijinho, um doce tradicional ou uma concha do mar. um beijo na mão é um gesto romântico. o beija-mão, um sinal de reverência.
o beijo é um acto ilícito. pode ser roubado. ou proibido. mas não acarreta prisão.
o beijo é partilha. um processo de transferência. um choque frontal. é infinito: 24 mil por pessoa na vida; 2 biliões de possibilidades na terra.
um beijo não se recusa. um beijo na face pede-se e dá-se!
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* texto realizado para a edição do impresso improviso que integra a programação do evento “memórias de um centro em festa”, apresentado no centro de memória de vila do conde a 5 e 6 de setembro, juntamente com o projecto hoje há greve, no âmbito da programação proposta pela nuvemvoadora [programa completo AQUI].

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medo é memória

Posted in conclusões, fotografia, gatos by maf* on 3 Setembro, 2009

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medo é paralisia, timidez, ansiedade.
rédea curta.
medo têm todos os homens.
acima da raça, crença, classe, nacionalidade, clube. além do rótulo.
medo é condição humana. faz-nos acreditar.
motor do sonho, do conhecimento, da conquista.
uma questão de sobrevivência.
medo tem do outro lado a liberdade.
mundo de heróis.
iguais e diferentes, vencedores.
o princípio da esperança.
medo não tem no seu pior a morte.
dela nasce a memória.
na história, no livro, no disco rígido, no coração.
medo mau é o que temos de nós.
do ridículo. da solidão. de um beijo no escuro.
mede vence-se com partilha, troca.
um processo de transferência. de frontalidade em rede.
medo é do que somos feitos.
eterna matéria efémera.
 
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hoje, aqui, agora

Posted in conclusões, diário, fotografia by maf* on 28 Agosto, 2009

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talvez o abismo não seja assim tão grande se deixarmos que a felicidade se sobreponha.

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férias

Posted in conclusões, diário, fotografia, música, viagens by maf* on 28 Agosto, 2009

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[gerês, ermal, ponte de sor, montargil, avis, lisboa 2009]

 

uma astronauta, uma vaqueira e uma varina. uma casa sem telhado para se verem as estrelas mais brilhantes. um monte sobre as terras altas do alentejo. um piano admiravelmente triste e uma melancia alcoólica. e mais uma piscina com muitas gentes. e um pedaço de rio sem absolutamente ninguém. uma cegonha e uma águia no céu, um presumido javali e uma cobra imaginária. o pereira e a dona belita e a mulher do presidente da junta. um teatro que não se chega a entrar e uma actriz que se gosta de conhecer. azinheiras e sobreiros, pão e vinho. uma mesa requintada para motivar a partilha. a imaginação livre e sempre a esperança. uma fotografia dos anos setenta com três rockers destruídos. barrigas cheia de mimo e risadas altas. uma lágrima descontinuada para lembrar que a existência é real.

 

>> para ouvir: erik satie, gymnopédie

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praia em vc

Posted in cinema, conclusões, diário, viagens by maf* on 28 Agosto, 2009

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praia em vc e californication na tv.

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pouco tempo, muita vida

Posted in cinema, diário, exposições, fotografia, livros, música, viagens by maf* on 27 Agosto, 2009

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[maio-agosto 2009: festival imaginarius, homem T, parada do dia da europa no porto, mazaroska no encerramento da exposição de isabel lhano, tapetes de flores de vila do conde, feira medieval de famalicão, encontros da imagem de braga, festival de músicas do mundo de sines, MUDE - Museu do Design e da Moda, festival de curtas metragens de vila do conde, a versão zero do kanukanakina nos maus hábitos. concerto yell band azenha d. zameiro, concerto mosh plano b, os irmãos esferovite na praça josé régio]

 

sempre as pessoas. sempre a fotografia, a música, a pintura e cinema. sempre a fantasia. sempre o porto e vila do conde e mais alguns sítios. sempre as flores. sempre as noites e os dias. sempre os amigos… embora nem sempre o tempo seja muito.

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memória

Posted in conclusões, diário, fotografia by maf* on 27 Agosto, 2009

isaura

 

porque no fim, é só o amor que vale, é só o amor que fica. e a memória que o regista.

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tell me the truth

Posted in cinema, conclusões, fotografia, livros by maf* on 15 Maio, 2009

 

music888

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“and you know what’s so good about the truth? everyone knows what it is however long they’ve lived without it. no one forgets the truth, they just get better at lying”.

 richard yates, revolutionary road, 1960.
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ridiculous delusion

Posted in cinema, conclusões, fotografia, livros by maf* on 14 Maio, 2009

senhorametro

maria_auau

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“hopeless emptiness. now you’ve said it. plenty of people are onto the emptiness, but it takes real guts to see the hopelessness”.

richard yates, revolutionary road, 1960

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hopeless emptiness

Posted in cinema, conclusões, fotografia, livros by maf* on 8 Maio, 2009

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“if being crazy means living life as if it matters, then I don’t mind being completely insane”.

richard yates, revolutionary road, 1960
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galo de barcelos ao poder!

Posted in fotografia, viagens by maf* on 7 Maio, 2009

portugal1

geres11

[gerês + torneiros/galiza, abril 2009]

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há coisas que simplesmente não se explicam.

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>> para ver: encontros da imagem arte photographica sharemag  atol magazine .
 

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