diário de sombras

tell me the truth

Posted in cinema, conclusões, fotografia, livros by maf* on 15 Maio, 2009

 

music888

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“and you know what’s so good about the truth? everyone knows what it is however long they’ve lived without it. no one forgets the truth, they just get better at lying”.

 richard yates, revolutionary road, 1960.
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ridiculous delusion

Posted in cinema, conclusões, fotografia, livros by maf* on 14 Maio, 2009

senhorametro

maria_auau

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“hopeless emptiness. now you’ve said it. plenty of people are onto the emptiness, but it takes real guts to see the hopelessness”.

richard yates, revolutionary road, 1960

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hopeless emptiness

Posted in cinema, conclusões, fotografia, livros by maf* on 8 Maio, 2009

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“if being crazy means living life as if it matters, then I don’t mind being completely insane”.

richard yates, revolutionary road, 1960
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galo de barcelos ao poder!

Posted in fotografia, viagens by maf* on 7 Maio, 2009

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[gerês + torneiros/galiza, abril 2009]

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há coisas que simplesmente não se explicam.

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>> para ver: encontros da imagem arte photographica sharemag  atol magazine .
 

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se o judas…

Posted in conclusões, diário, fotografia, viagens by maf* on 7 Maio, 2009

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[gerês + torneiros/galiza, abril 2009]

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… não morreu queimado, certamente morreu afogado!

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vamos queimar o judas!

Posted in nuvem voadora by maf* on 10 Abril, 2009

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[ensaio geral da queima do judas]

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a queima do judas acontece já amanhã, 11 de abril, no largo da alfândega em vila do conde. esta tradição popular, que se baseia numa possível punição da traição de judas iscariotes a jesus, simboliza igualmente o fim do inverno e a renovação pela primavera. o espectáculo da queima de judas, que abrange o teatro de rua, as artes circenses, a música, a dança, a fotografia/vídeo, entre outras artes, é este ano dedicado à comunidade das caxinas, uma particular região piscatória da região. a exposição da margarida ribeiro, patente no muro 25 de abril desde o dia 1 de abril, contextualiza esta homenagem. depois do espectáculo, há festa no forte s. joão, com os baileburdia, o antónio gyp e os the hedonists.

“… e prantes, tá tudo dito!”

 

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 CAXINAS

nas caxinas conta-se uma história particular. neste lugar de vila do conde, zona de pesca e de mar, de rijeza e de humildade, há um povo que lutou pela sobrevivência a bordo de um barco. nas caxinas ouve-se o riso e vê-se a cor. por todo o lado, apesar das gentes sempre vestidas de preto. não há família caxineira que não tenha perdido alguém no mar. nas caxinas vive-se com emoção. com orgulho nas raízes. com a coragem e a revolta dos dias vividos no limite do medo. com um dialecto que é único. são “estátuas de bronze a andar”, os caxineiros da poesia de josé régio. não se sabe a origem da palavra. poderá vir do latim “cachinare”, que significa rir às gargalhadas. nas caxinas vive-se em casas de azulejos alegres, com peixe a secar nas cordas a meias com a roupa preta. faz-se do passeio público um quintal. passa-se a velhice entre as memórias, as agulhas de tricot, o baralho de cartas e a conversa com quem passa. nas caxinas já quase não se vive das artes de pesca. filho meu não há-de lá ir parar… e as gerações mudam porque não há futuro no mar.
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* texto realizado para a exposição “caxinas”, da autoria de margarida ribeiro, inserida na QUEIMA do JUDAS 2009.
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nonsense

Posted in diário, exposições, fotografia, música by maf* on 2 Abril, 2009

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[ponte de sor, alentejo, março 2009]

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JH-00-HM = o outrora jovem hipopótamo (JH) foi por fim abatido, que nem um velho cão sarnento nos seus últimos respiros, mas eis que chega agora o homem de marte (HM), um simpático novo eixo, que a partir de hoje me vai acompanhar na estrada. 

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>> para ver: a exposição “caxinas” da magui na av. 25 de abril, em vila do conde

>> para acompanhar: os últimos anseios da queima do judas que está mesmo aí à porta

>> para ouvir: o projecto “take care” da paulina e do martin

>> para conhecer: os vídeos do paulo sobre os poemas do valter

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o meu sonho

Posted in diário, sonhos by maf* on 24 Março, 2009

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outra vez. com medo e a correr. mas num cenário diferente. terrífico sem ser negro. um-mundo-no-fim-do-mundo. um dia sem amanhã, anunciado que fora numa conversa com a minha mãe. choveriam monolitos. viriam do espaço nesse último dia de um dois-mil-e-qualquer-coisa-que-há-de-vir. blocos de pedra gigantes. muitos e envoltos em bolas de fogo. e nós sabíamos. sabíamos e aceitávamos a inevitabilidade. as nossas casas iam desaparecendo. e as pessoas. sem rasto. sem ruína. ausentavam-se. não era a guerra. não era a morte. era tão somente um fim. estava frio. o vento ambicioso empoeirava a areia no ar. já não fugíamos. olhávamos o céu. desviávamo-nos dos blocos de pedra. sem esforço. sem inteligência. e pensávamos na perda. dos nossos. doía, mas não amargurava. a dada altura os monolitos eram afinal pedaços de monumentos. de uma arcada gótica, de uma muralha árabe… sempre a cair. brutais. alinhados que vinham do céu como uma forte chuva tropical. e o chão sempre a tremer. e as bolas de fogo. então deixamos de olhar. não valia a pena esperar. eu e aqueles que eu não conhecia. numa casa onde nunca estivera. éramos todos anónimos nessa altura. e sentamo-nos à mesa. inventamos um conforto. servimo-nos de uma refeição quente e enchemos os copos de vinho. num silêncio ébrio. fosse aquele o último momento e tudo estava certo.

 

 

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violentamente bom

Posted in conclusões, diário, fotografia, na idade dos porquês by maf* on 19 Março, 2009

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[série "na idade dos porquês" - FIM]

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a vida é demasiado curta para andar metida no bolso. para ficar contida no riso ou no choro, no grito ou no palavrão. demasiado breve para se perder nas hipóteses. para não ser experimentada ao pormenor. a vida é demasiado efémera para ficar dobrada na gaveta. para ser gasta em contemplação. demasiado rápida para ser poupada. para ser defendida dos excessos. a vida é demasiado entrelaçada para ser explicada com coerência. para ser analisada em números. demasiado rica para imobilizar opções. para ser deixada à sorte. a vida é demasiado valiosa para ser desperdiçada. para não ser esmiuçada no amor e na emoção. demasiado habitada por pessoas para cair em solidão. para ser evitada. a vida é demasiado cruel para ser recebida com tolerância. para ser sentida sem revolta. demasiado cheia para ser vivida na ignorância. para ser dividida com a indiferença. a vida… é demasiado! por ser o equilíbrio no limiar da loucura. por ser a intensidade que bate a leveza. por ser o nosso compromisso maior.

 

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>> a série “na-idade-dos-porquês” integra colectiva da primavera, apresentada na póvoa de varzim, no sábado dia 21.

 

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do outro lado do espelho

Posted in conclusões, fotografia, na idade dos porquês by maf* on 12 Março, 2009
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[série "na idade dos porquês"]
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hoje parti um espelho.

um desafio à sorte, a que gosto de estar grata. uma provocação ao acaso, não fosse a vida esta admirável coincidência de dias. e há muitos espantos nesta casualidade. há um momento, este que abeiro agora, onde desastradamente escorrego um espelho pelas mãos. não se trata de sorte, ou da falha dela, mas desse momento primeiro, onde me é permitido passar para o outro lado.

ouso olhar para mim. um reflexo des-cons-tru-í-do. como se desmontasse a figura em legos, sob a possibilidade de a reconstruir de um outro jeito. uma reinterpretação dos episódios de um livro, que aqui se pode ler na terceira pessoa.

o que outrora levou dias, anos, energia, reduz-se hoje a uma frase, a uma palavra até, de tão simples e lúcida – e fria e dura – que é a conclusão. mas tão tranquila… tão sem amor como sem mágoa, que torna absurda a obsessão pelos pormenores da lógica. que simples é perceber aquele dia em que nos enganamos ou a altura em que nos iludimos ou o momento em que fomos geniais ou… enjoa de tão claro que agora  é.

deixo então de querer desvendar o delicado circuito integrado de atitudes, de expectativas, de pessoas, de coisas, dos dias, para apenas me localizar nele. olho ao espelho e estico o dedo: estou aqui.

 

>> para anotar: 10 passos depois das árvores
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keep on running

Posted in diário, fotografia, na idade dos porquês by maf* on 27 Fevereiro, 2009

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[série "na idade dos porquês"]

 

… a vida é demasiado curta para andar metida no bolso.

 

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>> a queima do judas de vc em preparação AQUI!

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a verdadeira crise

Posted in conclusões, diário, fotografia, na idade dos porquês by maf* on 6 Fevereiro, 2009

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[série "na idade dos porquês"]

 

porque raios as minhas máquinas e electrodomésticos decidem avariar-se todos duma vez?!?

 

>> para ouvir: a banda do meu mano = yellband.

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tempos de crise

Posted in fotografia, música by maf* on 4 Fevereiro, 2009

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[série na "idade dos porquês"]

 

… ao menos que seja com uma boa banda sonora.

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>> para ouvir: "noble beast", o novo álbum de andrew bird.
>> para seguir: agenda de concertos em 2009.

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une cette flaneuse

Posted in conclusões, livros, na idade dos porquês by maf* on 2 Fevereiro, 2009

 

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[série "na idade dos porquês"]

 

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flâneur* é um ser errante, vagabundo, que deambula pelas ruas sem um propósito aparente. alguém que se desvincula do particular para mergulhar na multidão. observa e regista o mundo, é um fotógrafo. mas não só de imagens; de ideias, sentimentos, atitudes. reflecte a multidão ao mesmo tempo que nela espelha o seu mais íntimo. assim confronta as essências. está secretamente em harmonia com a sua história e busca a aventura, seja ela estética ou erótica. persegue insaciavelmente as experiências da vida. ou se desfaz nas massas ou consegue vencer os gigantes. mas morre sempre no fim. valerá a pena a irreverência?

 

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* baudelaire foi o precursor deste sentimento (1821-1867).

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entre dois filmes

Posted in cinema, diário, fotografia, na idade dos porquês by maf* on 2 Fevereiro, 2009

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[série "na idade dos porquês"].

 

podemos apagar alguém da memória, mas é quase impossível eliminar alguém do coração. é o segredo transparente de michel gondry e de charlie kaufman no filme “the eternal susnshine of the spotless mind”, que me andava a fugir das mãos há algum tempo…  num outro estado do globo, o w.allen desfaz a sua mulher em três românticas peças de um todo, que não sabem o que querem do amor… embora saibam o que não querem. às voltas com estes (des)amores, apanho-me entre as mentes amnésicas e os corações-que-não-sabem-o-que-querem, e a dúvida está em saber se e quando lutar ou desistir.

  

how happy is the blameless vestal’s lot!

the world forgetting, by the world forgot.

eternal sunshine of the spotless mind!

each pray’r accepted, and each wish resign’d“.

 

* alexander pope

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