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freud explica…

sonhei que fugia. aflita, apavorada. de mãos cerradas, não fosse perder os filhos. sim, os filhos. que eram, na verdade, da terra mais do que meus. fugia com as mãos fechadas não fosse deixar cair as sementes. esses filhos que escondia nas mãos. os embriões-em-forma-de-pevide que, uma vez espetados na terra castanha fértil, cresceriam que nem um pé-de-feijão, mas em forma de corpo humano, de gente, com pernas e braços e olhos e coração. corria estrada fora em velocidade arrastada. fugia de quem me iria fazer mal. de quem me abriria as mãos à força e me levaria para sempre os filhos. que, uma vez plantados, cresceriam saudáveis. longe, sem nunca conhecer a mãe. 

+ conclusões banais

 

escura. ou então estava sempre de noite. não havia luminosidade que reflectisse naquelas paredes e que secasse os complexos padrões em degradé cinza que se estendiam verticalmente à beira da janela por onde a água entrava a potes nos dias violentos de chuva daquele ano infernal. as divisões multicavam-se no espaço quase ao mesmo tempo em que o próprio sonho procurava dali uma saída. Ler mais…