flâneur é um ser errante, vagabundo, que deambula pelas ruas sem um propósito aparente. alguém que se desvincula do particular para mergulhar na multidão. observa e regista o mundo, é um fotógrafo. mas não só de imagens; de ideias, sentimentos, atitudes. reflecte a multidão ao mesmo tempo que nela espelha o seu mais íntimo. assim confronta as essências. está secretamente em harmonia com a sua história e busca a aventura, seja ela estética ou erótica. persegue insaciavelmente as experiências da vida. ou se desfaz nas massas ou consegue vencer os gigantes. mas morre sempre no fim. valerá a pena a irreverência?

. * baudelaire foi o precursor deste sentimento (1821-1867).

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une cette flaneuse

7 comentários

  1. Genital Apoteótico

    Uma lança maior permite que mais corpos fiquem nela espetados. Mas não deve ser isso que queres.

  2. Não tinha percebido a diferença entre o D. Sebastião e o D. Quixote. Admito o meu erro! Fui burro mesmo. Eheh. De qualquer maneira, e sendo assim, penso que é muito mais viável a busca pelo Quixote do que pelo outro. Tem sempre mais piada.
    Se estives-te mais perto de encontrar o Sebastião… aí as coisas já se complicam. Mas por encontrares mais rápido um, não quer dizer que possas esquecer o outro!
    Quanto à morte não fazer parte da condição do Flanêur, deixa-me muito mais descansado. É qualquer coisa que está dentro da tua cabeça só :P . O contrário também pode ser possível ;) .

  3. essa fotografia é muito bonita, o baudelaire é esplendoroso (que adjectivo mais magnífico hehehhe) e a lança do dom quixote é sempre a melhor:)

    o fim é sempre o mesmo. só o filme que se faz antes muda, aumentando ou diminuindo o sofrimento. digo eu que nunca lá estive.

    beiju*

  4. … esta foi a única vez que o tentei fotografar o monte e mais depressa dava de caras com d.sebastião do que propriamente com d.quixote. e não tem nada a ver a morte com o “flanêur”, aí já são só as minhas e(x)ternas dúvidas existênciais à mistura… ;)

    vou tentar usar uma lança maior, ó sr. apoteótico, quem sabe chego mais longe… :P)

    a simbiose sirios é a confusão que volta e meia me toma a cabeça. e que, na realidade, nada tem de quixotesco, nem de jovial, nem de irreverente. só mesmo de frustração, creio… :S

  5. Genital Apoteótico

    Vale sempre a pena, quando a lança não é pequena.

  6. sirob

    Que simbiose é esta? Porque insistimos sempre nas cruzadas quixotescas? Porque é tão intolerável a morte? E incansavelmente jovial a irreverência?

  7. Devo admitir que não conhecia o conceito. Mas é agradável, saber que alguém se deu ao trabalho de atribuir um nome a “isto” :).

    Só não percebo porque dizes que o Flâneur morre sempre no fim. Faz parte da sua condição!?!?!?

    Bem, de uma maneira ou de outra, no fim, todos morremos, portanto, e em resposta à pergunta que colocas. SIM!!! Vale muito a pena.

    (Ah… aquele monte já me deu muito trabalhinho! Nunca lhe consigo tirar uma fotografia de jeito. Mas a tua serve muito bem o propósito. Parabéns.)

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