que horas são?

Quando fechei os olhos, senti o cheiro do vento. uma aragem de maio, inchada como uma peça de fruta, com a parte de fora áspera e o interior doce e carnudo, a rebentar de sementes. A polpa aberta e escancarada aos elementos da natureza, libertando as suas sementes de encontro à pele nua dos meus braços e deixando ficar no ar um ténue rasto de dor. — Que horas são? Perguntou…

Haruki Murakami, A Rapariga que Inventou um Sonho, 2005
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5 comentários

  1. Isabel

    que bom sentimento do teu verão, que bom, que bom

  2. ana

    gostei muito desse livro,das histórias pequenas do quotidiano e de como é surreal .e normal.
    gosto das imagens.
    podias deixá-las respirar sem o pretinho à volta.
    já leste a banana ?

  3. boneca

    esse título faz-me lembrar um quadro da peça ‘site specific’ que fiz há três anos…. “já plantaste um sonho?”
    obrigada por mais este cheirinho a verão, mafarrica:)

  4. eu já comecei. e já li esse:P
    beijo mafarrica do meu coração*

  5. lígia

    olha que engraçado, acabei à umas semanas de ler o kafka à beira mar desse senhor e adorei de todo! talvez o proximo dele seja esse sim :) os teus fragmentos continuam docinhos. um bom verão para ti e um beijinho *

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