one-day-stand

há sempre um dia em que tropeçamos em alguém. alguém que fala com o coração e o sente na ponta dos dedos. que não precisa de capas, que isso é coisa de super-heróis ou de maus-da-fita. que usa apenas óculos de sol. para colorir os dias. ou para filtrar a falta de cor. a cor que sabe e que sente. que reflecte a luz branca e a transforma. como os nossos olhos fazem com as palavras ditas. alguém que nos fala sem dizer. em silêncio. que viaja connosco até ao outro lado do mundo, de malas feitas. ou sem elas, num sonho sonhado a dois. com uma fotografia na parede para lembrar. e uma música na ponta da língua para adormecer. alguém que nos toma e nos tem. na plenitude de um espaço sem tempo ou sobre um lençol que não existe debaixo das estrelas. e nos protege, em troca de uma carícia. alguém que ama como nós, sentido e sincero, sempre dado, sem ego e sem medo, na efemeridade de tudo o que existe. alguém que pode ser só um ou muitos. sempre alguém, nem que seja por um dia. 2008

+ conclusões banais

3 comentários

  1. sirias

    “ai abraça-me esta noite, ainda que não te apeteça”

  2. quantos queres?
    hehehehe
    veijolas mafarrica*

  3. ana

    parece-me ser o ‘alguém’ perfeito, querida Mafas…
    um beijo e até breve

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