as-pequenas-coisas…*
comecei a escrever com hífenes quando li o-deus-das-pequenas-coisas. a autora indiana fazia-o com maiúsculas. há conceitos que cabem melhor dentro destes comboios-de-palavras. uma espécie de compactação de ideias que responde às necessidades de velocidade e de imediatismo. e de superficialidade, pois assim não é preciso dizer tanto… até porque já não há tanto que dizer. e muito pouco para inventar. nada que imite a descoberta da roda ou do fogo… nem tão pouco que simule algo infinitamente menor do que isso. o nosso momento, esta migalha-de-tempo-de-vida, não é um épico! e a diferença, creio, está nas pequenas-coisas. nestas que estão aqui à mão. na palavra para inverter a-crise-e-o-mundo-e-o-preço-dos-combustíveis-e-a-falta-de-valores, mas isso fica para o próximo post. na liberdade de acção para reinventarmos a pessoa, essa que é a valia de não termos nascido na idade média. na possibilidade de atravessarmos a rua para descobrir o outro lado… e conhecermos a nossa sombra, individual e única. mas há um trajecto implícito: caminhar pela estrada antes de atravessar. e lá, no fim do percurso, que é sempre apenas mais um, podemos então morder a tarde-de-amora-com-sabor-a-amor e, quem sabe, roubar o beijo de alguém… como no filme.
*… ou o 42.º post.
sleeping-fucking-beauty*
love is all a matter of timing. it’s no good meeting the right person too soon or too late. if I’d live in another time or place… …my story might have had a very different ending.
in “2046″, wong kar wai [2004]
>> tenho de ir ver “my blueberry nights“.
[listening: yumeji's theme - in the mood for love OST]
o mestre
no fim-de-semana revi este filme na tv. uma homenagem a um clássico do cinema. fotografei. mais tarde encontrei este trabalho. uma homenagem ao mestre, em fotografia.









