hoje, aqui, agora

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talvez o abismo não seja assim tão grande se deixarmos que a felicidade se sobreponha.
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férias






[gerês, ermal, ponte de sor, montargil, avis, lisboa 2009]
uma astronauta, uma vaqueira e uma varina. uma casa sem telhado para se verem as estrelas mais brilhantes. um monte sobre as terras altas do alentejo. um piano admiravelmente triste e uma melancia alcoólica. e mais uma piscina com muitas gentes. e um pedaço de rio sem absolutamente ninguém. uma cegonha e uma águia no céu, um presumido javali e uma cobra imaginária. o pereira e a dona belita e a mulher do presidente da junta. um teatro que não se chega a entrar e uma actriz que se gosta de conhecer. azinheiras e sobreiros, pão e vinho. uma mesa requintada para motivar a partilha. a imaginação livre e sempre a esperança. uma fotografia dos anos setenta com três rockers destruídos. barrigas cheia de mimo e risadas altas. uma lágrima descontinuada para lembrar que a existência é real.
>> para ouvir: erik satie, gymnopédie
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pouco tempo, muita vida



















[maio-agosto 2009: festival imaginarius, homem T, parada do dia da europa no porto, mazaroska no encerramento da exposição de isabel lhano, tapetes de flores de vila do conde, feira medieval de famalicão, encontros da imagem de braga, festival de músicas do mundo de sines, MUDE - Museu do Design e da Moda, festival de curtas metragens de vila do conde, a versão zero do kanukanakina nos maus hábitos. concerto yell band azenha d. zameiro, concerto mosh plano b, os irmãos esferovite na praça josé régio]
sempre as pessoas. sempre a fotografia, a música, a pintura e cinema. sempre a fantasia. sempre o porto e vila do conde e mais alguns sítios. sempre as flores. sempre as noites e os dias. sempre os amigos… embora nem sempre o tempo seja muito.
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memória

porque no fim, é só o amor que vale, é só o amor que fica. e a memória que o regista.
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