vamos queimar o judas!


[ensaio geral da queima do judas]
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a queima do judas acontece já amanhã, 11 de abril, no largo da alfândega em vila do conde. esta tradição popular, que se baseia numa possível punição da traição de judas iscariotes a jesus, simboliza igualmente o fim do inverno e a renovação pela primavera. o espectáculo da queima de judas, que abrange o teatro de rua, as artes circenses, a música, a dança, a fotografia/vídeo, entre outras artes, é este ano dedicado à comunidade das caxinas, uma particular região piscatória da região. a exposição da margarida ribeiro, patente no muro 25 de abril desde o dia 1 de abril, contextualiza esta homenagem. depois do espectáculo, há festa no forte s. joão, com os baileburdia, o antónio gyp e os the hedonists.
“… e prantes, tá tudo dito!”


CAXINAS
nas caxinas conta-se uma história particular. neste lugar de vila do conde, zona de pesca e de mar, de rijeza e de humildade, há um povo que lutou pela sobrevivência a bordo de um barco. nas caxinas ouve-se o riso e vê-se a cor. por todo o lado, apesar das gentes sempre vestidas de preto. não há família caxineira que não tenha perdido alguém no mar. nas caxinas vive-se com emoção. com orgulho nas raízes. com a coragem e a revolta dos dias vividos no limite do medo. com um dialecto que é único. são “estátuas de bronze a andar”, os caxineiros da poesia de josé régio. não se sabe a origem da palavra. poderá vir do latim “cachinare”, que significa rir às gargalhadas. nas caxinas vive-se em casas de azulejos alegres, com peixe a secar nas cordas a meias com a roupa preta. faz-se do passeio público um quintal. passa-se a velhice entre as memórias, as agulhas de tricot, o baralho de cartas e a conversa com quem passa. nas caxinas já quase não se vive das artes de pesca. filho meu não há-de lá ir parar… e as gerações mudam porque não há futuro no mar.
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* texto realizado para a exposição “caxinas”, da autoria de margarida ribeiro, inserida na QUEIMA do JUDAS 2009.
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nonsense




[ponte de sor, alentejo, março 2009]
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JH-00-HM = o outrora jovem hipopótamo (JH) foi por fim abatido, que nem um velho cão sarnento nos seus últimos respiros, mas eis que chega agora o homem de marte (HM), um simpático novo eixo, que a partir de hoje me vai acompanhar na estrada.
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>> para ver: a exposição “caxinas” da magui na av. 25 de abril, em vila do conde
>> para acompanhar: os últimos anseios da queima do judas que está mesmo aí à porta
>> para ouvir: o projecto “take care” da paulina e do martin
>> para conhecer: os vídeos do paulo sobre os poemas do valter
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