diário de sombras

que horas são?

Publicado em livros, música by maf* em Julho 30th, 2008

 

« quando fechei os olhos, senti o cheiro do vento. uma aragem de maio, inchada como uma peça de fruta, com a parte de fora áspera e o interior doce e carnudo, a rebentar de sementes. a polpa aberta e escancarada aos elementos da natureza, libertando as suas sementes de encontro à pele nua dos meus braços e deixando ficar no ar um ténue rasto de dor. - que horas são? perguntou… »

 

>> reading: haruki murakami, “a rapariga que inventou um sonho” = mais informações AQUI
 

 

[este fim-de-semana: festival ollin kan em viladoconde e herbie hancock no palácio de cristal]

 

era uma vez no alentejo

Publicado em diário, viagens by maf* em Julho 28th, 2008

 

este não é o meu tempo… continua a não ser. demasiado ansioso para os dias brandos do alentejo e nada paciente pela surpresa-ao-virar-da-esquina que teima em não chegar.

 

[clicar na imagem para ver gif da magui]

 

>> listening: scarlett johansson feat. tom waits, “anywhere I lay my head” [ouvir aqui e ver aqui]

Tagged with:

juggling at the end of the world

Publicado em diário by maf* em Julho 28th, 2008
Tagged with:

a verdade apanha-se com enganos

Publicado em música, viagens by maf* em Julho 25th, 2008

[a naifa / the last poets, festival de músicas do mundo, porto côvo/sines 2008]

 

« … quero ser amada só por mim  /  não por andar enfeitada  / ser adorada mesmo assim  /  careca, nua, descarnada 
com perfumes a presa é fácil  /  com jóias, casacos de peles  /  gosto do amor quando é difícil  / e cheiro o meu hálito reles
quero ser amada à flor da pele  /  não quero peles de vison  / amada p’lo sabor a mel  /  e não pela cor do baton
com cabeleira a presa é fácil  /  há quem se esconda atrás dos pelos  / gosto do amor quando é difícil  /  e ser amada sem cabelos
quero que me beijem a caveira  / o meu ossinho parietal  /  que se afoguem na banheira  / p’lo meu belo occipital
com carne viva a presa é fácil  /  é ordinário e obsoleto  /  gosto do amor quando é difícil  /  quando me aquecem o esqueleto
quero ser amada p’la morte  /  p’los meus ossos de luar  /  quero que os cães da minha corte  /  passem as noites a ladrar
engano de alma ledo e cego  /  ó linda Inês posta em sossego imortal  /  diz adeus  / sobe aos céus… »

 

… é um projecto interessante este da naifa, que interpreta letras curiosas. que “a verdade apanha-se com enganos” é um facto incontornável e por isso o vídeo da música fica aqui. a versão da “subida aos céus”, dos três tristes tigres, com letra de regina guimarães [em cima], foi um momento alto, e o vídeo original de 1993 pode aqui ser visto. os last poets, uns senhores dos 60, os supostos pais do hip hop, ditaram músicas de intervenção. as big bands americana e filandesa impressionaram e mais a voz morna da hermínia de cabo verde e os italianos-de-napoles com os seus barris-bottari, que deram baile. uma amostra dum festival que vou querer repetir.

 

vou ali dar um mergulho e já venho…

Publicado em música, viagens by maf* em Julho 16th, 2008

 

… e deitar um ouvido às músicas do mundo em porto covo/festival de sines

 

>> listening: naifa, uma inocente inclinação para o mal [free download aqui / pass: www.portugal-albums.com]

Tagged with:

impressões-nem-sempre-digitais

Publicado em trabalhos by maf* em Julho 15th, 2008

 

as imagens são do impressoimproviso nos maus hábitos, mas o filmezinho foi da edição que fizemos no muuda. os links vão dar às respectivas referências.

 

>> listening: ben harper, sexual healing.

 

… eu sou boa nisto

Publicado em conclusões, diário by maf* em Julho 9th, 2008

 

 [praga, abril 2008]

 

procrastinação é…. adiar, prolongar o começo, sonhar-acordado.

 

>> o filme neste link: procrastination is…

>> o festival desta semana neste link: curtas-metragens de vila do conde.

 

as-pequenas-coisas…*

Publicado em cinema, diário, livros by maf* em Julho 3rd, 2008

 

comecei a escrever com hífenes quando li o-deus-das-pequenas-coisas. a autora indiana fazia-o com maiúsculas. há conceitos que cabem melhor dentro destes comboios-de-palavras. uma espécie de compactação de ideias que responde às necessidades de velocidade e de imediatismo. e de superficialidade, pois assim não é preciso dizer tanto… até porque já não há tanto que dizer. e muito pouco para inventar. nada que imite a descoberta da roda ou do fogo… nem tão pouco que simule algo infinitamente menor do que isso. o nosso momento, esta migalha-de-tempo-de-vida, não é um épico! e a diferença, creio, está nas pequenas-coisas. nestas que estão aqui à mão. na palavra para inverter a-crise-e-o-mundo-e-o-preço-dos-combustíveis-e-a-falta-de-valores, mas isso fica para o próximo post. na liberdade de acção para reinventarmos a pessoa, essa que é a valia de não termos nascido na idade média. na possibilidade de atravessarmos a rua para descobrir o outro lado… e conhecermos a nossa sombra, individual e única. mas há um trajecto implícito: caminhar pela estrada antes de atravessar. e lá, no fim do percurso, que é sempre apenas mais um, podemos então morder a tarde-de-amora-com-sabor-a-amor e, quem sabe, roubar o beijo de alguém… como no filme.

 

 *… ou o 42.º post.

 

momentos…

Publicado em diário by maf* em Julho 1st, 2008

o sexo  e a bobadela” no metro das sete bicas…

 

 … e a manhã de s. joão em vc.

Tagged with: ,