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	<title>Comentários em: estrangeiros para sempre</title>
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		<title>Por: ana</title>
		<link>http://diariodesombras.wordpress.com/2008/05/23/para-sempre-estrangeiros/#comment-158</link>
		<dc:creator>ana</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 26 May 2008 19:22:39 +0000</pubDate>
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		<description>obrigada......</description>
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		<title>Por: subtil</title>
		<link>http://diariodesombras.wordpress.com/2008/05/23/para-sempre-estrangeiros/#comment-157</link>
		<dc:creator>subtil</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 26 May 2008 15:11:35 +0000</pubDate>
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		<description>é engraçado as relações que se estabelecem com as cidades. eu que sou doente pelo caetano e não me espantaria se me nascesse um filho dele de tanto o adorar (vhm direitos de autor) resumo tudo isso ao sampa. e porque me apetece vou deixa lo aqui, para ti e para a ana-de-olhos-em-bico:

Alguma coisa acontece
No meu coração
Que só quando cruza a Ipiranga
E a Avenida São João
É que quando eu cheguei por aqui
Eu nada entendi
Da dura poesia concreta
De tuas esquinas
Da deselegância discreta
De tuas meninas...

Ainda não havia
Para mim Rita Lee
A tua mais completa tradução
Alguma coisa acontece
No meu coração
Que só quando cruza a Ipiranga
E a Avenida São João...

Quando eu te encarei
Frente a frente
Não vi o meu rosto
Chamei de mau gosto o que vi
De mau gosto, mau gosto
É que Narciso acha feio
O que não é espelho
E a mente apavora o que ainda
Não é mesmo velho
Nada do que não era antes
Quando não somos mutantes...

E foste um difícil começo
Afasto o que não conheço
E quem vende outro sonho
Feliz de cidade
Aprende depressa
A chamar-te de realidade
Porque és o avesso do avesso
Do avesso do avesso...

Do povo oprimido nas filas
Nas vilas, favelas
Da força da grana que ergue
E destrói coisas belas
Da feia fumaça que sobe
Apagando as estrelas
Eu vejo surgir teus poetas
De campos e espaços
Tuas oficinas de florestas
Teus deuses da chuva...

Panaméricas
De Áfricas utópicas
Túmulo do samba
Mais possível novo
Quilombo de Zumbi
E os novos baianos passeiam
Na tua garoa
E novos baianos te podem
Curtir numa boa...</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>é engraçado as relações que se estabelecem com as cidades. eu que sou doente pelo caetano e não me espantaria se me nascesse um filho dele de tanto o adorar (vhm direitos de autor) resumo tudo isso ao sampa. e porque me apetece vou deixa lo aqui, para ti e para a ana-de-olhos-em-bico:</p>
<p>Alguma coisa acontece<br />
No meu coração<br />
Que só quando cruza a Ipiranga<br />
E a Avenida São João<br />
É que quando eu cheguei por aqui<br />
Eu nada entendi<br />
Da dura poesia concreta<br />
De tuas esquinas<br />
Da deselegância discreta<br />
De tuas meninas&#8230;</p>
<p>Ainda não havia<br />
Para mim Rita Lee<br />
A tua mais completa tradução<br />
Alguma coisa acontece<br />
No meu coração<br />
Que só quando cruza a Ipiranga<br />
E a Avenida São João&#8230;</p>
<p>Quando eu te encarei<br />
Frente a frente<br />
Não vi o meu rosto<br />
Chamei de mau gosto o que vi<br />
De mau gosto, mau gosto<br />
É que Narciso acha feio<br />
O que não é espelho<br />
E a mente apavora o que ainda<br />
Não é mesmo velho<br />
Nada do que não era antes<br />
Quando não somos mutantes&#8230;</p>
<p>E foste um difícil começo<br />
Afasto o que não conheço<br />
E quem vende outro sonho<br />
Feliz de cidade<br />
Aprende depressa<br />
A chamar-te de realidade<br />
Porque és o avesso do avesso<br />
Do avesso do avesso&#8230;</p>
<p>Do povo oprimido nas filas<br />
Nas vilas, favelas<br />
Da força da grana que ergue<br />
E destrói coisas belas<br />
Da feia fumaça que sobe<br />
Apagando as estrelas<br />
Eu vejo surgir teus poetas<br />
De campos e espaços<br />
Tuas oficinas de florestas<br />
Teus deuses da chuva&#8230;</p>
<p>Panaméricas<br />
De Áfricas utópicas<br />
Túmulo do samba<br />
Mais possível novo<br />
Quilombo de Zumbi<br />
E os novos baianos passeiam<br />
Na tua garoa<br />
E novos baianos te podem<br />
Curtir numa boa&#8230;</p>
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