diário de sombras

estrangeiros para sempre

Publicado em conclusões, viagens by maf* em Maio 23rd, 2008

[katowice - polónia, abril 2008]

 

… diziam-me ontem: “sinto-me um pouco vazia. neste momento estou deitada no parapeito da minha janela a acordar com hong kong pela última vez. está muito nevoado e quase não se vêem as torres mais altas. mas elas estão lá, e vão ficar… eu é que sou mais um visitante a ir embora”.

não será sempre assim… em tudo?

 

>> para ver: paulo pimenta

 

Tagged with: ,

2 Responses to 'estrangeiros para sempre'

Subscribe to comments with RSS or TrackBack to 'estrangeiros para sempre'.

  1. subtil said, on Maio 26th, 2008 at 3:11 pm

    é engraçado as relações que se estabelecem com as cidades. eu que sou doente pelo caetano e não me espantaria se me nascesse um filho dele de tanto o adorar (vhm direitos de autor) resumo tudo isso ao sampa. e porque me apetece vou deixa lo aqui, para ti e para a ana-de-olhos-em-bico:

    Alguma coisa acontece
    No meu coração
    Que só quando cruza a Ipiranga
    E a Avenida São João
    É que quando eu cheguei por aqui
    Eu nada entendi
    Da dura poesia concreta
    De tuas esquinas
    Da deselegância discreta
    De tuas meninas…

    Ainda não havia
    Para mim Rita Lee
    A tua mais completa tradução
    Alguma coisa acontece
    No meu coração
    Que só quando cruza a Ipiranga
    E a Avenida São João…

    Quando eu te encarei
    Frente a frente
    Não vi o meu rosto
    Chamei de mau gosto o que vi
    De mau gosto, mau gosto
    É que Narciso acha feio
    O que não é espelho
    E a mente apavora o que ainda
    Não é mesmo velho
    Nada do que não era antes
    Quando não somos mutantes…

    E foste um difícil começo
    Afasto o que não conheço
    E quem vende outro sonho
    Feliz de cidade
    Aprende depressa
    A chamar-te de realidade
    Porque és o avesso do avesso
    Do avesso do avesso…

    Do povo oprimido nas filas
    Nas vilas, favelas
    Da força da grana que ergue
    E destrói coisas belas
    Da feia fumaça que sobe
    Apagando as estrelas
    Eu vejo surgir teus poetas
    De campos e espaços
    Tuas oficinas de florestas
    Teus deuses da chuva…

    Panaméricas
    De Áfricas utópicas
    Túmulo do samba
    Mais possível novo
    Quilombo de Zumbi
    E os novos baianos passeiam
    Na tua garoa
    E novos baianos te podem
    Curtir numa boa…

  2. ana said, on Maio 26th, 2008 at 7:22 pm

    obrigada……

Leave a Reply