estrangeiros para sempre
[katowice - polónia, abril 2008]
… diziam-me ontem: “sinto-me um pouco vazia. neste momento estou deitada no parapeito da minha janela a acordar com hong kong pela última vez. está muito nevoado e quase não se vêem as torres mais altas. mas elas estão lá, e vão ficar… eu é que sou mais um visitante a ir embora”.
não será sempre assim… em tudo?
>> para ver: paulo pimenta
sleeping-fucking-beauty*
love is all a matter of timing. it’s no good meeting the right person too soon or too late. if I’d live in another time or place… …my story might have had a very different ending.
in “2046″, wong kar wai [2004]
>> tenho de ir ver “my blueberry nights“.
[listening: yumeji's theme - in the mood for love OST]
no comments!
[opole, polónia, abril 2008]
… graças às fantásticas ferramentas virtuais da i-subtil, descobri um blog duma pirralha qualquer que é um plágio do meu. parte do diário-de-sombras está lá. já notifiquei o respectivo servidor. confesso que me incomodou. muito!
excesso de informação II
[maus hábitos, abril 2008]
não gosto do olhar cúmplice dos fumadores que se cruzam comigo nas escadas durante a tarde de trabalho, apenas porque me vêem com um maço de cigarros na mão.
[cracóvia, abril 2008]
não gosto que me impinjam livros nos correios, máquinas de café nos bancos, batatas-fritas-em-promoção nas bombas de gasolina, viagens nas companhias de seguros e a tv-cabo-vezes-sem-fim por telefone.
one-day-stand
há sempre um dia em que tropeçamos em alguém. alguém que fala com o coração e o sente na ponta dos dedos. que não precisa de capas, que isso é coisa de super-heróis ou de maus-da-fita. que usa apenas óculos de sol. para colorir os dias. ou para filtrar a falta de cor. a cor que sabe e que sente. que reflecte a luz branca e a transforma. como os nossos olhos fazem com as palavras ditas. alguém que nos fala sem dizer. em silêncio. que viaja connosco até ao outro lado do mundo, de malas feitas. ou sem elas, num sonho sonhado a dois. com uma fotografia na parede para lembrar. e uma música na ponta da língua para adormecer. alguém que nos toma e nos tem. na plenitude de um espaço sem tempo ou sobre um lençol que não existe debaixo das estrelas. e nos protege, em troca de uma carícia. alguém que ama como nós, sentido e sincero, sempre dado, sem ego e sem medo, na efemeridade de tudo o que existe. alguém que pode ser só um ou muitos. sempre alguém, nem que seja por um dia.
[listening: good friday - cocorosie]
telegraficamente…
… em contra-tempo. sempre o tempo, que não me chega! mas a vida parece querer começar a mudar e, com os ares do verão à mistura, os dias são alegres. entretanto, o meu computador perdeu a cabeça e com ela a memória e as fotografias acumulam-se em fila de espera no novo super-hiper-mega-disco. o impressoimproviso correu bem e os registos da parede dos maus hábitos estarão aí em breve. assim como os de sábado, que ainda vem, no bolhão, onde a recém-criada associação à qual pertenço vai fazer uma intervenção, roubando um pedaço de céu para lá colocar uma nuvem-voadora-de-balões-brancos… ainda que eu não tenha uma posição radical nesta questão: o bolhão é actualmente um espaço em decadência que não oferece dignidade às pessoas que o utilizam, reclamando uma mudança necessária… mas não p.f. para mais um centro comercial! nos entretantos deste tempo-com-tão-pouco-tempo, uma sugestão: a extensão no norte do festival indielisboa, no velho cinema trindade, a começar já hoje.
[listening: the kills, midnight bloom - "tape song"]













