auto-de-pressão
a ana não gostou. e disse-me. na verdade, nem eu. mas não o sei dizer doutra forma. fiquei presa ao receio de não saber, de não saber dizer. perdi-me nas palavras, nas pessoas. não sei se me perdi delas. e encontrei uma certeza: a de que gosto de dizer e de que já não tenho medo. só medos. gosto de registar os momentos e de os reproduzir na imagem e na palavra. sem pretensões. gosto de os limar de forma a torná-los meus. sem pressões. a razão? simples: sou viciada em conclusões banais.
[listening: cat power, jukebox]


essa ana é uma tirana.
mas devias dizer o resto, que a ana acha que tens muito para dizer , ainda mais, aí já aqui à frente…
essa ana francamente pah. não percebi do q n gostou. e a caixinha maravilha directamente e (ambi)valencia
eu hoje gosto de tudo. até de farinha de pau. veijos nas duas: na tir-ana e na maf-arrica*
há vícios tão piores…
o que é ser banal? é dizer o que nos apetece, sem medos, mesmo que esses sejam os medos da maioria daqueles que não os admitem, e por isso, não são pessoas banais? ou medos banais? eu também me chamo Ana e tenho medo, não de dizer coisas banais, mas de já não ter nada para dizer.